Eu, em novembro de 2008.

Eu, em novembro de 2008.
COMO SONHAR NUM MUNDO EM QUE O MITO SE CONVERTEU NA DETERIORAÇÃO DO IDEAL?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Liz Taylor está consternada para comentar algo sobre a morte do seu grande amigo.

Liz Taylor -- 'Too Devastated' to Comment

Liz Taylor Michael Jackson
TMZ has just heard from Elizabeth Taylor's people who tell us:

"Dame Elizabeth Taylor is too devastated by the passing of her dear friend Michael Jackson to issue a statement at this time."

Taylor, who was a close and dear friend to Jackson for several years, was the one who dubbed him the "King of Pop."

Michael Jackson morreu hoje, 25 de junho de 2009

Liz Taylor "Too Devastated" to Comment on Jackson's Death; Liza Minelli, Brooke Shields React

Michael Jackson, Elizabeth TaylorKevin Mazur/Getty Images

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando eu falei ela estava sangrando
E ela falou com a dor de quem caminha sonhando
Eu falei e era sonâmbulo e estava cheio de confusão,
Sim, pois ela usava óculos escuros e via tudo
aquilo fora do tempo
e a praia, ela de chapéu e de óculos escuros e um vestido esvoaçante
Mas que fantasia encher-se de Fantasia e de Mitos, Olá
Minha Rainha decadente e fale mais
Eu dormia e ela caminhava, eu acordei e ela caminhava com a
contemplação
Pois ela era ela um dia, num dia de chuva fina, bem fina,
E eu dizia a mim mesmo por que ela não seria ela
E ela entendeu e caminhava sangrando e com muita vontade
de muitas coisas da realidade daquela chuva
E um vento fininho que cortava me fez pensar de novo e eu dormi na areia
da praia dela, era a umidade da sua pele
E um negro tão negro de olhos cansados de olhar e a chuva
Eu entendi que era o perigo de me aproximar de uma Rainha
Eu entendi e pedi ouça mas ela era ela e eu Eu
com sombras de sonhos e de erotismo de ser Eu com absoluto rancor
Pois eu a temia e temia seu olho de negrume e de Poesia escancarada,
Ela sentou-se e como se tivesse partido sem me ver
Sentou-se calma e banhou-se toda, até o perfume da sua magia
De indestrutível ela alcançou-se e sem ver o mar
Abriu um livro e eu era tão ou mais cega do que ela poderia ser
Ela leu calmamente um discurso de si mesma
E contou-se a sua história
Que era de rumores e murmúrios e brumas
Era o mistério
Eu sonhei e acordei e ela passou sem pisar na areia
Ela, eu, a água que não parava,
Pois depois da imobilidade vinha ela com sua fantasmagoria que eu diria
Improvisada, feita por ser feita, feita para fazer-me
Eu a fiz e ela me fez. Adeus, Rainha, tende Piedade.
Eu te quis assim, Branca, e o frescor me deduziu
Eu deduzi-a e vi que tudo é Dor
Ela foi-se sem se despedir.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Judy Garland... Judgment At Nuremberg 'Interview' 1961

http://www.youtube.com/?v=juJCOx-zWiQ

Judy Garland... Judgment At Nuremberg 'Interview' 1961

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Jacques Derrida Fala sobre o ¨Medo de Escrever¨

http://www.youtube.com/?v=qoKnzsiR6Ss

Jacques Derrida - Fear of Writing

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Judy Garland Smile

http://www.youtube.com/?v=dh57sCPjtzw

Judy Garland Smile

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Connie Stevens na década de 2000

Connie Stevens, década de 50.



Connie Stevens foi um ícone das baladas românticas americanas dos anos 60. Atualmente é muito admirada pelo grande cineasta DAVID LYNCH, que utiliza músicas suas em seus principais filmes, como ¨Cidade dos Sonhos¨ e Inland Empire, o que causa uma sensação vertiginosa que seria simplório pensar que é uma sátira, partindo desse portentoso artista. Há uma espécie de inocência em suas melodias, além de profundo saudosismo. Posto essa imagem e o video dessa grande cantora e atriz em homenagem à minha avó, que dela muito gostava.

Connie Stevens cantando NOW THAT YOU´RE GONE, 1960..

sábado, 6 de junho de 2009

Julia Kristeva, entrevista de 1990

Trecho da entrevista com Julia Kristeva

Fernando Eichenberg

Julia Kristeva, psicanalista, 1999

A senhora acredita que a melancolia ganha espaço na sociedade? Que a vontade de transcender está sendo esquecida, ou que se aceita facilmente a idéia de falsa transcendência?
Há uma depressão no ar. Quando voltam de férias, a maioria dos pacientes ou mesmo de colegas que encontro na faculdade revela esse abatimento, que não corresponde à situação econômica, à vida social, que têm melhorado. Tenho o sentimento de que, ao lado dessa depressão, que se generaliza, há um movimento que defini há pouco como maníaco, ou seja, a correria em direção à religião, à cientologia, às religiões budistas. Há um retorno da religião. Tenho a impressão de que a maioria das pessoas sente que essa busca transcendental é limitada e arcaica. A solução não está nem na depressão nem na fuga em direção a um novo ídolo, mas na atenção a cada um. Ajudar cada um a viver melhor, sem passar pelo egocentrismo. É, finalmente, o que se chama de direitos humanos, uma metamorfose laica do respeito ao outro que o monoteísmo começou.

Muito se tem buscado relacionar, na psicanálise contemporânea, a morte das utopias com uma espécie de angústia e neurose que refletiria a ausência de alternativas para o tal sistema. As dores humanas que realmente contam não serão sempre as mesmas, não importa o sistema em que viva o ser humano?
Você talvez tenha razão. Mas me parece que nossa vocação, como analistas, é de tentar ver as variantes desse sofrimento eterno, e tentar responder a suas particularidades. No meu livro As novas doenças da alma tentei mostrar ao menos três elementos que me pareceram novos, mas que convergem todos para algo que está em causa hoje. O primeiro é a capacidade de representar: todas as doenças da alma que vemos hoje têm origem no fato de que aquele que sofre dá a impressão de não ter mais aparelho psíquico, ou que esse aparelho está em dificuldade. Por exemplo, você tem uma dor. Antes você podia fazer uma representação, dizer de onde vem, contar a sua mãe, sua mulher, seu amigo, enfim, tentar mentalizar. Hoje a capacidade de mentalização está reduzida. Por quê? Será por que a cultura verbal se empobreceu? Será por que a família e os amigos não estão presentes, a comunicação foi reduzida? Essa câmara obscura que é o aparelho psíquico - que faz com que o sofrimento físico seja representado nas palavras, na comunicação, no aparelho mental, no nosso cinema privado - está em sofrimento. O que acontece quando ele sofre? Eu somatizo. Tenho muito mais dores estomacais, e o médico não encontra nada. É preciso dar o passo, encontrar forças, e falar a um analista, para reconstituir essa câmara obscura. As doenças psicossomáticas aumentaram. O segundo elemento é a passagem ao ato, ao vandalismo sem freios: quando tenho um impulso, eu vou em frente. A terceira doença da alma moderna é a toxicomania, também relacionada a essa ausência de representação. Esses três aspectos levam os analistas a fazer da análise um verdadeiro renascimento psíquico. É quase um transplante do aparelho psíquico: construir uma linguagem e a confiança no outro, para poder representar. É um trabalho enorme, mas é talvez a forma moderna do sagrado.

Entre Aspas - Diálogos Contemporâneos, de Fernando Eichenberg, Editora Globo.