Quando eu falei ela estava sangrando
E ela falou com a dor de quem caminha sonhando
Eu falei e era sonâmbulo e estava cheio de confusão,
Sim, pois ela usava óculos escuros e via tudo
aquilo fora do tempo
e a praia, ela de chapéu e de óculos escuros e um vestido esvoaçante
Mas que fantasia encher-se de Fantasia e de Mitos, Olá
Minha Rainha decadente e fale mais
Eu dormia e ela caminhava, eu acordei e ela caminhava com a
contemplação
Pois ela era ela um dia, num dia de chuva fina, bem fina,
E eu dizia a mim mesmo por que ela não seria ela
E ela entendeu e caminhava sangrando e com muita vontade
de muitas coisas da realidade daquela chuva
E um vento fininho que cortava me fez pensar de novo e eu dormi na areia
da praia dela, era a umidade da sua pele
E um negro tão negro de olhos cansados de olhar e a chuva
Eu entendi que era o perigo de me aproximar de uma Rainha
Eu entendi e pedi ouça mas ela era ela e eu Eu
com sombras de sonhos e de erotismo de ser Eu com absoluto rancor
Pois eu a temia e temia seu olho de negrume e de Poesia escancarada,
Ela sentou-se e como se tivesse partido sem me ver
Sentou-se calma e banhou-se toda, até o perfume da sua magia
De indestrutível ela alcançou-se e sem ver o mar
Abriu um livro e eu era tão ou mais cega do que ela poderia ser
Ela leu calmamente um discurso de si mesma
E contou-se a sua história
Que era de rumores e murmúrios e brumas
Era o mistério
Eu sonhei e acordei e ela passou sem pisar na areia
Ela, eu, a água que não parava,
Pois depois da imobilidade vinha ela com sua fantasmagoria que eu diria
Improvisada, feita por ser feita, feita para fazer-me
Eu a fiz e ela me fez. Adeus, Rainha, tende Piedade.
Eu te quis assim, Branca, e o frescor me deduziu
Eu deduzi-a e vi que tudo é Dor
Ela foi-se sem se despedir.
E ela falou com a dor de quem caminha sonhando
Eu falei e era sonâmbulo e estava cheio de confusão,
Sim, pois ela usava óculos escuros e via tudo
aquilo fora do tempo
e a praia, ela de chapéu e de óculos escuros e um vestido esvoaçante
Mas que fantasia encher-se de Fantasia e de Mitos, Olá
Minha Rainha decadente e fale mais
Eu dormia e ela caminhava, eu acordei e ela caminhava com a
contemplação
Pois ela era ela um dia, num dia de chuva fina, bem fina,
E eu dizia a mim mesmo por que ela não seria ela
E ela entendeu e caminhava sangrando e com muita vontade
de muitas coisas da realidade daquela chuva
E um vento fininho que cortava me fez pensar de novo e eu dormi na areia
da praia dela, era a umidade da sua pele
E um negro tão negro de olhos cansados de olhar e a chuva
Eu entendi que era o perigo de me aproximar de uma Rainha
Eu entendi e pedi ouça mas ela era ela e eu Eu
com sombras de sonhos e de erotismo de ser Eu com absoluto rancor
Pois eu a temia e temia seu olho de negrume e de Poesia escancarada,
Ela sentou-se e como se tivesse partido sem me ver
Sentou-se calma e banhou-se toda, até o perfume da sua magia
De indestrutível ela alcançou-se e sem ver o mar
Abriu um livro e eu era tão ou mais cega do que ela poderia ser
Ela leu calmamente um discurso de si mesma
E contou-se a sua história
Que era de rumores e murmúrios e brumas
Era o mistério
Eu sonhei e acordei e ela passou sem pisar na areia
Ela, eu, a água que não parava,
Pois depois da imobilidade vinha ela com sua fantasmagoria que eu diria
Improvisada, feita por ser feita, feita para fazer-me
Eu a fiz e ela me fez. Adeus, Rainha, tende Piedade.
Eu te quis assim, Branca, e o frescor me deduziu
Eu deduzi-a e vi que tudo é Dor
Ela foi-se sem se despedir.

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