quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
UNDERGROUND, texto do Pasquim, set. de 1970, Luiz Carlos Maciel
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Brigitte Bardot , música de 1978(!), do poeta e compositor Tom Zé
LÚCIO CARDOSO (1912-1968), O ESCRITOR DA MISÉRIA HUMANA.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Temática do sofrimento, da dor, da intoxicação, do suicídio.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Entrevista com NICO (sobre assuntos ¨psicodélicos¨)
Interessantíssima entrevista com NICO, pouco tempo antes de falecer. Mulher versada em Literatura (essa alemã falava também mais de 6 idiomas); Música; Teatro; Cinema e Drogas, muitas Drogas. ¨Há quanto tempo vc usa esses ´estímulos para a criação´[LSD e outras coisas]. Ela:¨ Creio que há uns 2000 anos...[não ri nesse momento]. (...) Ela, ainda: ¨Eu acho que todos no Mundo querem usar LSD¨. ¨Todos?¨. Ela: ¨Sim, claro(...)¨. Mulher magnífica. Grande atriz em LA Dolce Vita, seu primeiro filme (Fellini), musa dos cineastas Philippe Garrel, que tinha somente 21 anos quando fez o radical e existencial ¨La Cicatrice Interieur¨, e de Andy Wohrol, que a venerava.
Musas suicidas
sábado, 24 de janeiro de 2009
Alguns esclarecimentos
Música de Câmara (texto meu escrito em 2001)
Algo assim, como meus olhos observando toda a fumaça fosca a seu redor, você prestes a saltar, com o nariz ligeiramente inclinado, olhos amargos, olhos condolentes.
Minhas condolências, meu caro senhor. Ela usava algo como um /´prêt à porter`. Mergulho minha visão sobre você. Onde estará você?
Com dois homens, de pernas abertas. Você não estaria contando estórias da carochinha.
Peguei o ônibus na rua Conde de Bonfim. Havia uma crioula no último dia que só dizia: ¨merda, merda¨. O nome do livro era ¨Orgulho e Preconceito¨ e custara-me 1 real. Pessoas circulando, perambulando, manchando as ruas com suas sacolas, com bijouterias nos braços, com sorrisos altos. Havia uma mulher de saltos altos, me olhava, tende piedade, tende piedade, rogo-lhe, não me rogue mais pragas. Estava olhando para o poste da esquina e dizendo com o olar :¨deixe-me viver, deixe-me viver¨, sim, deixe-me sofrer mas sobretudo deixe-me viver. Sentia-me num quarto apertado e ouvia como o miado de um gato: ¨merda, merda¨.
Prestes a saltar, sentia-se pesada como um homem, com a indiferença cerrando-lhe os lábios e os olhos. Tome-me, leve-me e sinta a umidade. Uma vagina refrescante, seu hálito de primavera, sua suavidade de verão, seria tudo muito vulgar se não fosse minha vontade, meu afã, minha volúpia sincera, tome-me e possua-me mas, por favor, depois relate tudo ao redator-chefe, suas crônicas estonteantes como uma ciranda, não, minhas idéias sempre minhas mas tresloucadas, sua sobriedade medíocre, matemática e... sou como num sonho. Quero-me agora.
Vestia ceroulas, era ainda um pequeno e pueril rapazote.
Mancebo, venha cá, mas que p. é essa?
Ouvia o som da harpa como ouvia o som do cravo, ou seja, com uma imensa necessidade. Queria se apossar da mecânic do som, queria ser um marujo e sentir a vibração do oceano. Mergulharia nos sons de muitos úteros.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
NINA SIMONE CANTA O AMOR INSPIRADA NA MÚSICA ¨FEELINGS¨, 1976
Nina Simone "Feelings" (Montreux Jazz Festival)
Nina Simone conseguiu nesse video atingir um momento em que a Arte se revela em sua plenitude, na medida em que há, do princípio ao fim, um tão grande fator PERSUASIVO em sua interpretação, ou antes uma entrega de si aos sentimento mesmo do momento, através de improvisos guiados por uma forte intenção de se expressar, e de fazê-lo, é claro, de modo honesto consigo própria, com suas doress, seu amor, seus sentimentos mais profundos de amor. Ao fingir que esquece a letra da música ela finge, de fato? Ela diz após que como regra faria como que o sentimento (feeling) de amor tentasse ser esquecido, como diz a letra (try to forget all feelings of love).Ela vive a música, mas amplia esse Universo ao criar uma performance ináudita dessa música tão tocada nos anos 60 e 70, como uma bonita balada romântica. Nina não é romântica nesse sentido, um sentido que mais se aproximaria do sentimental, mas canta um amor sofrido, coloca-o quase num lugar de ¨energética¨ (o momento em que toca com a mão esquerda e a direita vai fazendo gestos de chamado no ar é de transe, digamos. Essa maravilhosa pianista da Juilliard School tem uma técnica pianística perfeita e uma criação não menos provida de um talento e prolificidade indizíveis. Ao final ela deixa-se falar pelo sentimento de genuíno amor, um amor de que não se sabe a natureza; é bem interessante que ela troca a palavra arms por heart e afasta bem o teor original de uma melodia bonita mas simplória de exaltação a uma mulher perdida; com Nina o que importa é o amor puro, por assim dizer. Ela pára, comenta sobre como uma pessoa, uma circunstância criou uma condição para alguém compôr uma música como aquela; não se contém e termina a apresentação numa forma como nunca testemunhei semelhante. Há o momento do improviso ao piano, bem triste, ao que começa seu improviso com a Fala, após pedir ¨LET US HEAR THE CLEMENCE!¨ declamando por palavras fortes e sinceras que não importa nada que o amor prevalescerá (HEAR IN MY HEART/YOU´LL ALWAYS STAY HEAR IN MY HEART/NO MATTER WHAT A WORDS MAY SAY, YOU´LL STAY HEAR IN MY HEART/ NO MATTER WHAT A DAY,YOU´LL STAY HEAR IN MY HEART/NO MATTER WHAT THEY COMPOSE OR DO, NO MATTER WHAT THE DRUGS MAY DO, A SONGS MAY DO, A PEOPLE MAY DO/ ALWAYS SHE WILL DO TO YOU...I WILL ALWAYS HAVE MY FEELINGS, NOTHING CAN´T DESTROY IT(...). Em ¨transe¨, depois de aplaudida, solta toda sua dor num gemido, que é ao mesmo tmpo uma dedicatória ¨FOR YOU¨. Curiosamente, depois de toda essa miscelânia que forma essa obra maravilhosa que faz mais jus do que qualquer outra ao seu título, ela cria um final de teor tipicamente clássico, refiro-me ao estilo, com aqueles acordes que se encadeiam, contrapondo-se a frontalmente ao Romântico. GENIAL, GRANDE MOMENTO NA ARTE!
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Dalida - AVEC LE TEMPS (rare)
Video que me foi hoje indicado por uma pessoa de espírito, apesar de parecer antes circunspecto que espirituoso; mas alguém com um refinado espírito artístico e senso poético. Quando assisti a esse video um Mundo descortinou-se para mim. ¨ Avec le temps, va, tout s´en va, on oublie le visage et l´on oublie la voix/ le coeur quand ça bat plus, c´est pas la peine d´aller chercher plus loin, faut laisser faire et c´est très bien, avec le temps, va, tout s´en va, l´autre qu´on adorait, qu´on charchait sous la pluie, l´autre qu´on deninait au détou d´un regard entre les mots, entre les lignes,et sous le fard d´un sermant maquillé qui sén va faire sa nuit; avec le temps, tou va s´evanouit...


