Eu, em novembro de 2008.

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COMO SONHAR NUM MUNDO EM QUE O MITO SE CONVERTEU NA DETERIORAÇÃO DO IDEAL?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

LÚCIO CARDOSO (1912-1968), O ESCRITOR DA MISÉRIA HUMANA.


LÚCIO CARDOSO (1912-1968):

Nascido em Curvelo, MG e falecido no Rio, RJ, Lúcio Cardoso foi, em minha opinião, além do  escritor de maior acurácia e profundidade na análise da miséria e do desepero do Homem, em nossa Literatura, na criação de obras SEMPRE sombrias, místicas, noturnas e desenvolvidas em clima de pesadelo, desesperança, miséria (pessoal e social), grande ambigüidade nos gestos, atitudes e pensamentos de seus personagens, que vivem numa relação de constante VAMPIRISMO entre si. Querem devorar uns aos outros como lobos esfaimados. Ademais, foi um ímpar estudioso do comportamento das mulheres velhas e amargas e das jovens exuberantes, sendo seus personagens masculinos quase sempre auto-biográficos, ou espelhados no seu temido pai ou homens invariavelmente sádicos e perversos; sempre presentes em suas obras, tidas por muitos como góticas,tendo como temática precípua a solidão, o desespero, a paranóia e o decadentismo moral e social; são amiúde comparadas sobretudo às de Cornélio Pena e Octávio de Faria, no Brasil, e Ibsen e Dostoievski, no estrangeiro. Tem como obra capital A CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA (1957), monumento da Literatura Brasileira, considerada por alguns críticos uma das maiores obras literárias do século XX. Não obstante, Lúcio não foi, como muitos pensam, autor de uma obra só, nos dois sentidos da expressão:Aos 19 anos já figurava entre os regionalistas dos anos 30 com seus romances MALEITA E SALGUEIRO, que escreveu muito precocemente, aos 19 e 20 anos, respectivamente, assombrando com uma maturidade ináudita num jovem daquela idade (diga-se logo que tendência que abandonou após a feitura dos 2 primeiro livros, já citados, para passar a escrever romances de cunho psicológico e intimista) , . São ainda obras de grande vulto: A LUZ NO SUBSOLO, DIAS PERDIDOS, O DESCONHECIDO, MÂOS VAZIAS, A PROFESSORA HILDA... Tudo que escreveu é repleto de trevas e escuridão, não tendo nenhuma_como Dostoiévski ainda teve com a redenção religiosa_ centelha de esperança para a desgraça inerente à existência do Homem.

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